Expectativa 2017: o que esperar para o agronegócio?
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Expectativa 2017: o que esperar para o agronegócio?

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Por Carlos Alberto Moresco O agronegócio vive um momento de grandes expectativas com relação à políticas internas, políticas externas, economia mundial, clima e recessão dos mercados. O produtor vem de um ano de perdas de produção devido ao clima da […]

por Syngenta Digital
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Expectativa 2017: o que esperar para o agronegócio?

Por Carlos Alberto Moresco

O agronegócio vive um momento de grandes expectativas com relação à políticas internas, políticas externas, economia mundial, clima e recessão dos mercados. O produtor vem de um ano de perdas de produção devido ao clima da safra passada, aumento de juros e diminuição da oferta de crédito, mas mesmo assim vivemos a agricultura plena.

Produzir é um meio de vida para os agricultores. Mesmo com todos estes obstáculos estamos otimistas com relação ao clima neste novo ano. No Centro Oeste, as previsões mostram normalidade. Não há previsão de grandes veranicos e a pluviosidade aparentemente normal.

Nesta safra, conseguimos fazer uma lavoura mais barata em relação ao ano passado devido à queda do dólar, além disso, os custos com fertilizantes e defensivos também estão mais baixos.

Grande parte dos produtores aproveitaram os preços mais altos da soja no segundo semestre de 2016 e fixaram o valor em média 8 a 10% maior que no primeiro. Este aspecto deixa a soja com uma rentabilidade muito boa.

Mesmo com boas expectativas, os investimentos foram menores do que nos últimos anos devido à escassez de oferta de recursos por parte dos bancos e também à dificuldade de acesso a estes recursos. A exigência aumentou muito depois que o país perdeu o grau de investimento por parte das agências de risco.

Os produtores podem perder oportunidade de produzir mais mesmo se o clima favorecer, por deixar de lado alguns investimentos básicos em correção de solo, e também na aplicação de um pacote tecnológico mais modesto.

Carlos Alberto Moresco é produtor de algodão, soja, milho e sorgo em Luziânia – GO, Presidente da AGOPA e 2º Tesoureiro da ABRAPA.

Edson Rodrigo Vendruscolo

Sempre criamos boas expectativas na virada de cada ano, seja na ordem familiar, social ou profissional. Na ordem profissional, acredito que em 2017 teremos bons desafios, principalmente na área administrativa, testando nossa governança. Ponto que ao meu ver pode e deve ser um diferencial no Agro, pois, estamos com indefinições no cenário político brasileiro e mundial. Um exemplo é a surpresa nas eleições dos EUA, onde pode haver um protecionismo ao agro americano, abrindo oportunidades às nossas exportações.

Na área econômica seremos ainda mais cobrados, já que a macroeconomia ainda está confusa com relação ao bloco europeu e às ondas de terrorismo, reforçando oportunidades ao nosso agro.

Penso que nosso governo irá abrir novamente a condição de estrangeiros adquirirem terras no Brasil, reescrevendo a lei de estrangeirização de terras do país, e é neste momento que, quem estiver bem definido e sólido em seu modelo de governança vai estar à frente na disputa por estes investimentos. Aqui, fica uma oportunidade a quem possui diferencial de controle em sistemas interligados (monitoramento da lavoura (Strider*), uso e conservação de máquinas (Sisma), Gestão de Custos (BI) e etc.).

Em termos produtivos, tenho boas expectativas no que diz respeito aos ganhos de produtividade pelo avanço genético, porém, receio um pouco pela falha cultural de parte da cadeia Agrícola, que está alicerçada apenas na genética sem preocupação com resistência (pragas, ervas e doenças), limitando a um curto período tais tecnologias.

Enfim, tenho boas expectativas para o Agro Brasileiro, mas, como aprendi que “nossas frustrações são diretamente proporcionais às nossas expectativas, quanto maior minhas expectativas, maior pode ser minha frustração”. Por isso, vejo um ano de “cautela e decisões baseadas em controles internos e validação das informações externas.”

Edson Rodrigo Vendruscolo, Diretor de Operações no grupo El Tejar em Primavera do Leste – MT.

* A Strider agora é Syngenta Digital. A agtech mineira foi adquirida pela Syngenta em 2018, e a fusão foi concluída dois anos depois. A Syngenta Digital é parceira de milhares de produtores agrícolas pelo mundo por meio de tecnologias de gestão e tomada de decisão.

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