A adoção de tecnologias na agricultura aproxima gestores do dia a dia da lavoura, contribuindo para uma melhor e mais rápida tomada de decisão. A revolução digital, em curso ao redor de todo o globo, passou a atrair ainda mais […]

A adoção de tecnologias na agricultura aproxima gestores do dia a dia da lavoura, contribuindo para uma melhor e mais rápida tomada de decisão. A revolução digital, em curso ao redor de todo o globo, passou a atrair ainda mais atenção frente à pandemia do novo coronavírus, que impôs restrições de circulação e novas recomendações higiene. O cenário comprova o que muitos produtores já sabiam: ferramentas digitais levam a uma operação eficiente e competitiva.
De acordo com dados da OMS, o foco da pandemia deixou de ser o continente europeu. Agora, são as Américas que reúnem o maior número de casos confirmados da doença. Nas fazenda da organização Pajonales, na Colômbia, o avanço da Covid-19 já traz uma série de desafios.
“Não podemos mais fazer reuniões presenciais para compartilhar as informações. Além disso, as visitas ao campo estão reduzidas ao mínimo necessário, e cada uma delas deve ser o mais produtivo possível e agrupar o máximo de informação”, conta Julian Marulanda, Gerente Agrícola do grupo.

Para o engenheiro agrônomo, o cenário de pandemia tem mostrado o valor das soluções digitais para o mundo, já que permite uma tomada de decisão remota e “baseada em informação verdadeira e oportuna”, completa.

No México, o Grupo Cólman também lida com a dificuldade de comunicação, como explica Edgardo Ugarte: “Durante essa pandemia, o digital é uma forma de levar a informação a todos os nosso colaboradores. Através da digitalização, fazemos todas as campanhas de prevenção e a informamos a implementação de novas ferramentas”.
O Gerente Fitossanitário da companhia também destaca a importância do monitoramento remoto de pragas, que está em fase de implementação em uma fazenda piloto. Sobre a adoção da ferramenta, Ugarte conta: “Creio que é muito promissor e todos estão muito comprometidos com isso. O objetivo é que seja mais atual e mais rápido”.
O novo agro é digitalizado e evolui muito rápido. A incorporação do digital já é um imperativo, mas a crise provocada pelo coronavírus chama atenção para os benefícios das ferramentas. Marulanda é enfático: “o mundo vai, necessariamente, migrar pra essas tecnologias. A pandemia será responsável por acelerar esse processo”.
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