A busca pela máxima produtividade passa pelo monitoramento de pragas e doenças nas lavouras e pelo momento da colheita. Mas essa preocupação deve vir bem antes, quando a plantadeira vai para o campo. Muitos agricultores optam por fazer o tratamento […]
A busca pela máxima produtividade passa pelo monitoramento de pragas e doenças nas lavouras e pelo momento da colheita. Mas essa preocupação deve vir bem antes, quando a plantadeira vai para o campo. Muitos agricultores optam por fazer o tratamento de sementes on farm, o que pode resultar em sementes com cobertura não uniforme e não atingindo o potencial máximo de proteção. Por isso, o processo industrial tem ganhado espaço no mercado.
Hoje, cerca de 30% de propriedades agrícolas no país adquirem a semente já tratada, conta o Gerente de Tecnologia e Qualidade de Aplicação Seedcare Institute da Syngenta, Adhemar Oliveira Junior. “A gente acha que deveria ser muito mais. O tratamento de sementes é como proteger uma Ferrari. Se você tem um supercarro e coloca gasolina batizada ou pneus de baixa qualidade, você não vai conseguir tirar o máximo potencial. O mesmo acontece com o máximo potencial produtivo da semente”, explica.
A Syngenta é líder no segmento e mantém no Seed Care Institute, em Holambra, São Paulo, um centro tecnológico para o desenvolvimento de tratamentos de semente onde são realizados estudos a fim de equilibrar todos os componentes aplicados na semente, como defensivos químicos, biológicos, micronutrientes, bem como polímeros, pós-secantes e agentes de fluidez. Engenheiros agrônomos, biólogos e engenheiros químicos atuam no setor de análises, e especialistas trabalham em máquinas para melhorar a tecnologia da aplicação.
Lá, as sementes passam por um processo de aplicação e recobrimento de maneira uniforme em máquinas com tecnologia de ponta. Dessa forma, não são usados altos volumes de calda nem movimentação excessiva. A dose correta de produtos permite máxima proteção da semente, que mantém nível de vigor e aumenta a produtividade, que pode chegar a cinco sacas por hectare. “A semente é o bem maior a ser protegido. Tem muita técnica por trás de uma semente tratada uniforme assim, e uma semente de qualidade e também bem tratada nunca vai ser cara, ela sempre vai retornar em produtividade o cuidado dado a ela”, completa Adhemar Junior.
Depois que a semente passa por todo esse processo, a qualidade do tratamento é testada por uma equipe especializada em análises. Antes que a semente vá para o cliente, ela pode ser avaliada pelo Ground Eye, equipamento que captura imagens com altíssima resolução. Engenheiro agrônomo e Pesquisador do Seed Care Institute, Gustavo Alves conta que o aparelho faz uma “diferenciação entre o tratamento bom e o ótimo”.
Segundo ele, essa etapa evidencia o que podemos fazer para melhorarmos ainda mais este processo. “A qualidade do tratamento é essencial. Pode impactar em plantabilidade e também na proteção ideal das sementes. Essa tecnologia verifica diversos parâmetros importantes, como o recobrimento e a textura. Isso é buscar nos detalhes uma alta performance no tratamento, para elevarmos os patamares de produtividade”, afirma.
Guilherme Perroni, Gerente de Acesso ao Mercado Seedcare da Syngenta, ressalta a trajetória da empresa no tratamento de sementes, que começa desde inicio da Syngenta no Brasil, em 2001, e vem evoluindo até os dias de hoje, com uma perpectiva de futuro ainda melhor. “É uma história de muito investimento, pioneirismo, foco e dedicação. Para se ter uma ideia, hoje temos um programa de relacionamento ‘Seedcare Aliado’, iniciado em 2016, que conta com 96 sementeiros no Brasil, e estes, em 2019, foram responsáveis pela venda de aproximadamente 85% de toda semente de soja certificada no Brasil. Uma parte deste volume comercializado foi com tratamento industrial. Como dito acima, ao redor de 30% das vendas, e deste volume de sementes tratadas industrialmente, 60% foram tratadas com Syngenta”, conta.
“A tecnologia fez e fará parte dessa história. Essa integração com o digital começou no ano passado. A gente entende que é um começo, mas espera uma evolução bastante significativa ainda neste ano. O digital é importante pro TSI porque a semente precisa ser de boa qualidade”, explica Perroni, para quem o monitoramento digital da área de produção de semente é muito importante para a aplicação na hora certa.
O Diretor de Desenvolvimento de Negócios da Strider, Paulo Vianna, concorda e afirma que o produtor precisa controlar e monitorar muitas variáveis para fazer uma avaliação correta do que se passou na lavoura na safra, o que diz de inúmeros dados, ainda mais se o agricultor quiser entender as correlações históricas de produtividade em determinada região.
“Fazer isso manualmente é desgastante e nada produtivo. As tecnologias digitais da Syngenta possibilitam a coleta e concatenação desses dados em dashboards de fácil acesso e a aplicação de algoritmos e inteligência artificial para indicar erros e melhores práticas. Isso é de grande importância para entender se a semente teve um tratamento eficiente ou não e apontar qual foi o real problema a ser corrigido para a próxima safra”, explica Vianna.
Segundo ele, além de ajudar na análise macro dos dados da fazenda, o digital ainda fornece ao produtor ferramentas simples, mas de grande utilidade no dia a dia, como um contador automático de stand, que interpreta uma foto para fazer a contagem, e o sensoriamento remoto por NDVI, para acompanhar o vigor das plantas com grande frequência de imagens.
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