Tão esperada pelos produtores para o início da safra de soja 20/21, a chuva no Brasil se manteve irregular, nos últimos meses, e pode ter impactos ao longo de todo o ciclo. Segundo o Boletim de Monitoramento Agrícola da Companhia […]
Tão esperada pelos produtores para o início da safra de soja 20/21, a chuva no Brasil se manteve irregular, nos últimos meses, e pode ter impactos ao longo de todo o ciclo. Segundo o Boletim de Monitoramento Agrícola da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), outubro foi marcado pelo atraso do período chuvoso. Na primeira quinzena, a precipitação acumulada ficou abaixo da média na região central do país. O Sul também sofreu com a estiagem, tendo chuvas apenas nos primeiros cinco dias do mês.
A condição meteorológica, que também foi marcada por altas temperaturas, atrapalhou o processo de aumento do índice de umidade do solo, fugindo do ideal para o avanço do plantio e o desenvolvimento da lavoura ao longo do verão. E novembro seguiu com irregularidades na chuva no Brasil, mal distribuída na maior parte do Centro-Sul. De acordo com o boletim, “a média diária do armazenamento hídrico no solo durante a primeira quinzena, e a cada 5 dias do mês, ficou abaixo de 40% em importantes regiões produtoras”.
Agrônomo e Especialista em Transformação Digital (ETD) na Syngenta Digital, Jeremias do Nascimento explica que a chuva é o principal elemento da produção. “Se não tem chuva, ninguém consegue produzir o planejado. Quando ela atrasa, afeta toda a cadeia. Desde problemas fitossanitários até a entrega da produção”, diz.
O Boletim garante que a condição das lavouras brasileiras segue satisfatória, apesar das restrições hídricas que vão impor ressemeaduras no Centro Oeste, no Sudeste e em Matopibapa. Nascimento conta que se a chuva no Brasil chega mais tarde e há atraso no plantio, quando houver estabilidade, em dezembro e janeiro, as lavouras podem sofrer com mais problemas de doenças. “Elas já vão estar mais estabelecidas, e os produtores podem ter que fazer mais aplicações”, antevê o ETD.
Isso ocorre porque a fase da doença estará em maior desenvolvimento no momento do plantio. Como a operação atrasa, onde a soja deveria estar no ponto ideal de granulação, estará no vegetativo. Doenças como a ferrugem podem dar mais trabalho para o agricultor.
A safrinha também sofre com interferências das falta de chuvas. “Quem planta soja primeiro colhe em janeiro e fevereiro para plantar o milho. Com esse atraso, pode não dar para plantar o milho, e é possível perder a safrinha, especialmente no Nordeste”, explica Jeremias do Nascimento.
O clima é incontrolável, e quem não possui pivôs não tem outra coisa a fazer do que esperar pela chuva. As ferramentas digitais auxiliam no acompanhamento da previsão de precipitações, dando suporte a operações importantes.
Já depois do plantio, no momento de monitorar doenças, as ferramentas digitais mostram a pressão do problema e sua exata localização, caso a coleta seja georreferenciada, como é no Cropwise Protector. “De acordo com mapa meteorológico, se vai ter muita chuva naquela região, é um alerta pra ficar de olho aberto com doenças, pela alta umidade”, completa Nascimento.
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