Saiba tudo sobre banco de sementes de plantas daninhas - Syngenta Digital
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Saiba tudo sobre banco de sementes de plantas daninhas

4 min de leitura

Texto escrito pelo professor Sebastião Ferreira de Lima* A percepção da importância do banco de sementes de plantas daninhas nem sempre é adequada, principalmente por não ser uma característica visual no dia a dia, ou seja, nós não enxergamos o banco […]

por Ana Carolina Abreu
10 de dezembro de 2021
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Texto escrito pelo professor Sebastião Ferreira de Lima*

A percepção da importância do banco de sementes de plantas daninhas nem sempre é adequada, principalmente por não ser uma característica visual no dia a dia, ou seja, nós não enxergamos o banco de sementes. Mas ele é o principal responsável pela reinfestação das áreas cultivadas. O banco de sementes sempre é maior em áreas que sofreram distúrbios, como ocorre nos sistemas produtivos. Neste texto você irá conferir tudo sobre essa ameaça invisível.

Índice

O que é o banco de sementes de plantas daninhas?

Constitui a reserva de sementes vivas no solo, tanto em superfície como em profundidade. Ele é capaz de repor plantas adultas anuais ou perenes que morreram na área de origem. Lembrando que estruturas ou propágulos vegetativos como tubérculos, estolões e rizomas também fazem parte desse banco.

Uso de banco de sementes no solo da lavoura
Retomada da emergência de plantas daninhas, a partir do banco de sementes, no cultivo de soja convencional.

Identificação do banco de sementes

As metodologias disponíveis para estudar o banco de sementes de plantas daninhas são trabalhosas e nem sempre são eficientes, mas permitem uma boa avaliação, dependendo dos objetivos. Basicamente são utilizadas duas formas de avaliar:

  1. Um dos métodos mais utilizados é a enumeração da emergência de plantas a partir de amostras de solos colocadas em bandejas em casa de vegetação. Nesse método, deve-se avaliar vários fluxos de germinação, portanto, o teste deve ser conduzido por períodos longos;
  2. Podem ser feitas também separações físicas ou químicas das sementes, utilizando peneiras no primeiro caso, ou produtos químicos como carbonato de potássio, no segundo caso. Também pode ser feita a separação das sementes por centrifugação em alta rotação.
Vasos com terra para analisar bando de sementes de cultivo
Avaliação do banco de sementes em bandejas plásticas. BS1: solo recém coletado; BS2: plantas emergidas.

Características e tamanho do banco de sementes

Normalmente o banco de sementes de plantas daninhas em áreas agrícolas é maior quando comparadas a áreas de baixo distúrbio. Cerca de 95% do banco de sementes é formado por sementes de plantas anuais. Observe que plantas como o caruru (Amaranthus spp.) pode produzir até 120 mil sementes por planta, potencializando o banco de sementes.

A quantidade de sementes na camada arável do solo, em diferentes ambientes e localidade, pode variar de 2.000 até 70.000 sementes por metro quadrado. Normalmente o banco de sementes são formados por muitas espécies de plantas daninhas, no entanto, 70 a 90% dessas sementes são das espécies dominantes na área.

A dormência de sementes

A germinação das sementes de plantas daninhas depende de fatores ambientais e de fatores ligados a própria semente, como a dormência desta.

Dos fatores ambientais, os mais importantes são a umidade do solo e a temperatura ambiente.

A dormência constitui um mecanismo ou inibidor que impede a semente de germinar, mesmo quando as condições ambientais estão favoráveis. Assim, a dormência distribui a geminação ao longo do tempo, garantindo a regeneração do banco de sementes.

A dinâmica do banco de sementes no ambiente

O tamanho e a composição botânica do banco de sementes dependem do balanço entre entrada e saída de sementes do sistema. A saída ocorre por perdas por germinação, deterioração, parasitismo, predação e transporte. A entrada ou “chuva e sementes” pode ocorrer diretamente pelo lançamento de sementes que atingiram a fase reprodutiva ou de forma passiva pelo transporte por máquinas, animas, chuva, ventos, entre outros.

Tabela que mostra as dinâmicas existentes no banco de sementes de plantas daninhas
Dinâmica do banco de sementes de plantas daninhas. Fonte: docplayer.com.br

Manejo para reduzir o banco de sementes

Nesse caso vamos considerar os dois sistemas de cultivo mais utilizados na produção agrícola:

Sistema convencional

As práticas de preparo do solo podem reduzir o tamanho do banco de sementes pelo estímulo a germinação dessas sementes e posterior controle, ou pela perda da viabilidade das sementes.

A aração do solo, por exemplo, pode distribuir as sementes ao longo do perfil e enterrar muitas sementes em grandes profundidades, que acabam inviabilizando sua germinação.

Lembrando que poucas sementes de plantas daninhas conseguem germinar quando estão abaixo de 5 cm de profundidade. Quando a aração inverte a camada de solo, as sementes ficam mais na superfície e isso favorece sua germinação, mas podem ser controladas facilmente em sequência.

Máquina de semeadura na lavoura
Semeadura em sistema convencional

Sistema de semeadura direta

A semeadura direta faz com que a maior parte das sementes se concentrem próximo da superfície do solo. Mais de 60% dessas sementes são encontradas a 1 cm da superfície do solo.

Essas sementes podem ser induzidas a germinação ou perderem a viabilidade. Além disso, podem sofrer a predação e ficam expostas as variações de temperatura e umidade, que auxiliam na quebra de dormência.

A rotação de culturas que é utilizada nesse sistema, ajuda a reduzir o banco de sementes, porque evita a predominância de determinadas invasoras.

Cultivo com semeadura direta
Emergência de soja em área de semeadura direta.

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