La ninã e seus efeitos na agricultura
La ninã e seus efeitos na agricultura La ninã e seus efeitos na agricultura La ninã e seus efeitos na agricultura La ninã e seus efeitos na agricultura

La Niña e seus efeitos na agricultura

4 min de leitura

A agricultura brasileira, depois de anos seguidos entregando resultados insatisfatórios, teve safra recorde em 2017, o que salvou o país da recessão. Mas e neste ano? Será que existe a tal La Niña que tanto falam? E ela é tão […]

por Syngenta Digital
La ninã e seus efeitos na agricultura Voltar
La ninã e seus efeitos na agricultura

A agricultura brasileira, depois de anos seguidos entregando resultados insatisfatórios, teve safra recorde em 2017, o que salvou o país da recessão. Mas e neste ano? Será que existe a tal La Niña que tanto falam? E ela é tão ruim assim para o mercado agrícola?

Mas afinal, o que é o La Niña e quando ele acontece oficialmente?

La Niña é o resfriamento fora do comum das águas do Pacífico na região equatorial. Para que o fenômeno aconteça de forma oficial, duas condições devem ser estabelecidas com duração de pelo menos cinco trimestres móveis consecutivos:

1- Resfriamento na região central do Pacífico, com anomalia média inferior a meio grau abaixo do normal.
2- Esse resfriamento oceânico deve interferir nas condições atmosféricas, ou seja, no aumento dos
ventos alísios e na redução da chuva na região central e leste do Pacífico.
Capturar

Nesta última temporada, os itens 1 e 2 estiveram presentes em quatro trimestres, mas no trimestre que se encerra agora em março, não. Ou seja, não teremos La Niña de forma clássica e, sim, meses com características semelhantes ao fenômeno, como aconteceu em janeiro. Em anos de La Niña, geralmente, chove
pouco no Sul e muito no Nordeste (e neste ano isso não está ocorrendo).

As Regiões Sudeste e Centro-Oeste não possuem correlação direta com quantidade de chuva, mas o que normalmente acontece é que temos mais “invernada” em anos de La Niña do que em anos de El Niño – aquecimento anormal das águas superficiais do oceano Pacífico.

A perspectiva para a safrinha é de neutralidade, ou seja, sem La Niña e sem El Niño. Teremos alguma chuva que, juntamente com condições de solo ótimo deixadas pelas chuvas do verão, vão garantir um bom desenvolvimento da segunda safra, sobretudo nos talhões que possuem tecnologia e bom perfil de solo. A safra deste ano não deve bater recorde, mas os resultados devem ser muito bons. Idem para a safrinha, com clima e solo sendo favorecidos.

Alexandre Nascimento trabalha na Climatempo, é mestre em meteorologia, e atende os setores de energia e agricultura com previsões de curto e longo prazo.

 

Leia mais da categoria:

Manejo
4 min de leitura
Solo arenoso

Entenda como é o manejo do solo arenoso

Fonte da foto de capa: AGEITEC – Embrapa. Quando falamos sobre agricultura e tudo que ela envolve, um dos primeiros tópicos que vem à tona é o solo. A área onde será cultivada uma cultura ou mesmo que servirá de […]

Leia na íntegra
Manejo
7 min de leitura
Citros ou citrus

Citros: como funciona a produção das mudas?

A citricultura tem uma grande importância no Brasil. Só para se ter uma ideia, a safra 2021/2022 da laranja deve totalizar mais de 264,14 milhões de caixas no cinturão citrícola de São Paulo e Triângulo/Sudoeste Mineiro. Sem contar que temos […]

Leia na íntegra
Manejo
8 min de leitura
Como combater o picão preto

Picão-preto: conheça detalhes sobre essa espécie de daninha e seu manejo

Você sabia que o picão-preto pode fazer você perder até 30% da sua safra de grãos? Entenda melhor sobre a resistência dessa daninha em solo nacional  O picão-preto é uma planta daninha que está presente em toda a América do […]

Leia na íntegra