Normalmente, o plantio da soja tem sincronia com período chuvoso, contribuindo para a germinação e emergência. Mas neste artigo, abordaremos alguns pontos sobre o processo de irrigação, visando cultivos mais específicos de soja, pois a irrigação é um investimento relativamente […]
Normalmente, o plantio da soja tem sincronia com período chuvoso, contribuindo para a germinação e emergência. Mas neste artigo, abordaremos alguns pontos sobre o processo de irrigação, visando cultivos mais específicos de soja, pois a irrigação é um investimento relativamente elevado.
O manejo adequado da irrigação resulta em aumento da produtividade e da qualidade do produto, em planejamento e escalonamento da atividade, em maior eficiência dos fertilizantes, em diminuição dos riscos, etc.
Ao iniciar um projeto de irrigação, deve-se ter em mente, por exemplo, aumentar a produtividade, economizar trabalho e água, minimizar a deterioração da estrutura do solo e a perda de nutrientes. Existem alguns princípios básicos úteis ao planejamento e monitoramento do projeto de irrigação, tais como:
a) A razão entre a água evapotranspirada pela cultura e a aplicação da irrigação, deve aproximar-se da unidade para que se tenha eficiência otimizada da irrigação;
b) A tensão máxima que se deve permitir de água no solo, sem comprometimento da produção, é aquela em que há suficiente absorção d’água pela planta, de modo a prevenir a progressiva deficiência hídrica (evitar ponto de murcha!);
c) Em geral, práticas preventivas e, ou, culturais como o uso de cobertura morta, horário da irrigação, práticas conservacionistas, etc, levam à economia na irrigação;
d) A água filtrada abaixo da zona radicular deve ser retirada por drenagem natural ou artificial;
e) Deve-se atentar para a qualidade da água de irrigação. De forma prática, a quantidade de sal trazida pela água de irrigação deve ser contrabalançada pela quantidade removida na água de drenagem.
De forma geral, a necessidade de água é maior durante os estágios fisiológicos de germinação e crescimento vegetativo. A maioria das plantas requer um período seco para o desenvolvimento das gemas florais. A seguir, após indução e diferenciação floral, a necessidade de água aumenta novamente.
O projeto de irrigação deve responder às perguntas: quando, quanto e como irrigar? Não existe um único projeto que responda, para as diferentes culturas, solos, climas, etc., economicamente e de forma simultânea às três perguntas. Diferentes métodos e adaptações são necessários.
Assim, a escolha do método de irrigação a ser usado em cada situação deve ser baseada na viabilidade técnica e econômica do projeto e nos seus benefícios sociais, não perdendo de vista a qualidade ambiental.
Os principais métodos de irrigação são em superfície, por aspersão e localizada, sendo a por aspersão a mais usada para culturas anuais como a soja.
(Irrigação por aspersão)
A irrigação por aspersão simula a chuva, ou seja, é aspergida sobre a cultura por meio de equipamentos denominados aspersores, que requerem uma pressão de funcionamento, suprida por motobombas ou pela força da gravidade. Os sistemas de irrigação por aspersão ou localizada podem ser fixos ou móveis.
Na irrigação por aspersão, deve-se projetar lembrando-se da altura final da cultura em relação aos aspersores; o dimensionamento do projeto de irrigação por aspersão envolve a definição do número de aspersores, medição da pressão requerida para seu funcionamento e adequação por meio de gravidade ou motobombas; é necessário verificar se a distribuição da água de irrigação está, além de suficiente, homogênea em todo o terreno e, caso contrário, corrigir.
Por Marihus Altoé Baldotto – Professor da Universidade Federal de Viçosa
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