Agrotóxicos: seu guia sobre usos e tipos de defensivos - Syngenta Digital
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Agrotóxicos: um guia para entender sobre tipos, usos e cuidados

4 min de leitura

Agrotóxico, definitivamente, é um termo bastante comentado. Ao mesmo tempo em que existe muita discussão sobre seu uso, sabemos que a produtividade da agricultura — principalmente em larga escala — depende do uso desse tipo de substância. Por isso, as […]

por Giovanna Vallin
24 de janeiro de 2022
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Aplicação de agrotóxico

Agrotóxico, definitivamente, é um termo bastante comentado.

Ao mesmo tempo em que existe muita discussão sobre seu uso, sabemos que a produtividade da agricultura — principalmente em larga escala — depende do uso desse tipo de substância.

Por isso, as produções agrícolas dependem do uso dos agrotóxicos para que possam resistir às pragas e demais doenças.

Como produtor, é natural sentir dúvida. Por isso, neste artigo, trazemos uma discussão mais profunda sobre a questão dos agrotóxicos.  

Confira mais informações ao longo do artigo. 

Índice

O que são agrotóxicos?

Plantação de soja

Os agrotóxicos são produtos e agentes resultados de processos físicos, químicos ou biológicos.

O uso dessas substâncias acontece nos setores de produção, armazenamento e beneficiamento de produtos agrícolas, nas pastagens, na proteção de florestas (nativas ou implantadas), e de outros ecossistemas para que exista a preservação desses contra agentes considerados nocivos. 

Também são conhecidos sob o nome de defensivos agrícolas ou agroquímicos. Dependendo do problema que eles combatem, recebem nomes específicos, como herbicidas ou pesticidas.  

O fato é que por serem produtos que se mal utilizados têm potencial de dano à saúde humana e ao meio ambiente, é necessária uma legislação específica para disciplinar a produção, o transporte, o armazenamento, a comercialização e o uso de agrotóxicos, bem como a destinação final dos resíduos e das embalagens destes produtos. 

O que diz a lei sobre os defensivos agrícolas?

Todos esses detalhes são definidos pela Lei Federal n° 7.802, de 11 de julho de 1989. Existem diversos pontos para a regularização dos agrotóxicos, como o inciso quinto do artigo terceiro da Lei:  

“O registro para novo produto agrotóxico, seus componentes e afins, será concedido se a sua ação tóxica sobre o ser humano e o meio ambiente for comprovadamente igual ou menor do que a daqueles já registrados, para o mesmo fim, segundo os parâmetros fixados na regulamentação desta Lei.” 

A Lei ainda afirma que fica proibido o uso de agrotóxicos “para os quais o Brasil não disponha de métodos para desativação de seus componentes, de modo a impedir que os seus resíduos remanescentes provoquem riscos ao meio ambiente e à saúde pública”.

Ou seja, existe muita regulamentação no uso dessas substâncias. 

Para que servem os agrotóxicos? 

Plantação de maça

Os agrotóxicos, ou defensivos agrícolas, agem propiciando o controle da proliferação de pragas, ervas daninhas e no combate a possíveis doenças associadas ao cultivo de determinados produtos.  

Por exemplo, pensando na produção da soja, são inúmeras pragas que podem afetar uma lavoura, como Lagarta-da-soja (Anticarsia gemmatalis), Lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda) e Lagarta-elasmo (Elasmopalpus lignosellus). Nesse caso, o uso do defensivo agrícola correto e na quantidade certa irá trazer ainda mais produtividade a essas lavouras de soja. 

Dessa maneira, os agrotóxicos, no geral, são compostos por substâncias capazes de agir sobre a atividade biológica dos seres vivos que estão interferindo nos cultivos agrícolas (ingredientes ativos). Esse controle garante então a produtividade quando se considera a proteção das lavouras, sendo assim, é essencial ao desenvolvimento do setor agrícola. 

Pensando em termos de Brasil, onde não temos um inverno rigoroso e temperaturas quentes e amenas, muitas pragas podem se manifestar e continuar existindo.

Assim, é difícil pensar em nosso país e sua alta produção sem os agroquímicos. E tudo bem, desde que sejam produtos usados de acordo com suas prescrições e dentro das quantidades permitidas. 

E quanto aos tipos de agrotóxicos?  

É errado pensar e generalizar os agrotóxicos. Isso porque eles se subdividem de acordo com as produções e suas pragas e problemas a serem combatidos. Assim, podemos classificá-los em 5 tipos mais comuns: 

  1. fungicidas: que atacam diversos tipos de fungos causadores de diversas doenças, como a mancha-de-estenfílio ou mela-de-rhizoctonia, bastante problemáticas às plantações de tomate; 
  2. herbicidas: para combater daninhas, que acabam tirando nutrientes do solo e enfraquecendo as culturas principais; 
  3. inseticidas: eficientes no combate a insetos que trazem problemas às plantações, como cochonilhas, pulgões e lagartas; 
  4. acaricidas: que atingem ácaros, como os ácaros fitófagos, muito comuns nas produções de morango; 
  5. rodenticidas: contra roedores (toupeiras, ratos e ratazanas) que podem ser um problema e tanto para as culturas de hortaliças. 

Como são produzidos os agrotóxicos? 

Como pudemos citar logo no começo do texto, produzir agrotóxicos não é uma tarefa simples e envolve muita pesquisa. Existe bastante rigor na produção desses defensivos, o que faz com que leve cerca de 18 anos para um produto ser finalmente comercializado.  

Tanto o Ibama faz testes garantindo que não há prejuízos ambientais, quanto a Anvisa testa alimentos para certificar de que eles contêm níveis permitidos dos defensivos agrícolas. Além disso, o MAPA também solicita testes a fim de determinar sua eficácia agronômica

Vale dizer que a avaliação ambiental baseia-se em testes e estudos laboratoriais, de semi-campo e campo. Isso envolve áreas multidisciplinares, como estudos de estatística, química, biologia, toxicologia, agronomia, etc.  

A partir dessas informações, estabelecem-se as propriedades físico-químicas e ecotoxicológicas da substância química, além de informações relativas a questões como persistência, bioacumulação, transporte em solos nacionais e resíduos em matrizes ambientais. Por isso, o período de testagem dos defensivos pode levar tanto tempo. 

Quais são as precauções no uso de agrotóxicos? 

Antes mesmo da compra de agrotóxicos, é preciso conversar com um engenheiro agrônomo e garantir que você está comprando o tipo certo para sua lavoura. 

Fora isso, é essencial entender o grau de toxicidade, afinal, quanto mais alto, mais vai demandar cuidado na aplicação. Também, para evitar erros na aplicação de insumos, deve-se calibrar e preparar a calda seguindo as recomendações do engenheiro agrônomo responsável e da bula do produto utilizado. O uso de EPIs durante o manuseio é essencial, combinado? 

O transporte e o armazenamento dos agrotóxicos também pedem atenção. Quanto ao transporte, faça-o sempre na caçamba de caminhonetes, sem a presença de outros produtos, animais e alimentos, além disso, também é importante ter a ficha de emergência dos defensivos em mãos.

Para o armazenamento, a dica é guardá-lo em espaços livres de inundações, com boa ventililação e afastados de fontes de água, residências e animais, nunca os deixando em contato direto com o chão  

E quanto à história dos agrotóxicos no Brasil? 

Cultivo de plantação de algodão

O Brasil tem uma riqueza agropecuária muito grande e, por conta das temperaturas sempre amenas ou altas, as pragas podem ficar mais resistentes, como você leu. Isso faz com que o uso de agrotóxicos em nossas terras exista desde o século XX, fato que ficou regularizado com a já citada Lei n° 7.802. 

Sabemos que nosso país é um dos que mais se utiliza de defensivos agrícolas, entretanto, é preciso ter em mente que o clima nos obriga a lançar mão do uso e também entender a relação entre área cultivada e produção

Como você pode ver, existe a necessidade de usarmos agrotóxicos nas terras brasileiras. Entretanto, usando aplicativos e softwares modernos, como o Cropwise Protector, você mantém todos os registros de dosagens e tipos de agrotóxicos, evitando usar quantidades maiores que o necessário. 

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