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Plantas Daninhas: o que são e como controlar?

4 min de leitura

As plantas daninhas são motivo de dor de cabeça pra qualquer produtor. Fáceis de germinar, se dispersam pelo vento e se adaptam em qualquer cultura, competindo por água, luz, nutrientes e espaço no cultivo. Também reduzem a qualidade dos grãos, […]

por Luisa Torres
10 de maio de 2021
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planta daninha mao retirando

As plantas daninhas são motivo de dor de cabeça pra qualquer produtor. Fáceis de germinar, se dispersam pelo vento e se adaptam em qualquer cultura, competindo por água, luz, nutrientes e espaço no cultivo. Também reduzem a qualidade dos grãos, provocam maturação desuniforme, dificultam o processo de colheita e servem de hospedeiras para pragas e doenças. Tudo isso prejudica o rendimento e a produtividade da plantação. Por ser um dos principais motivos que afetam as lavouras, as daninhas precisam de um manejo assertivo e rápido.

Por causa do seu caráter competitivo, as plantas daninhas garantem sua perpetuação por meio de dormência e germinação desuniforme das sementes. Estas habilidades conferem um difícil controle das espécies invasoras pelo fato de não germinarem todas ao mesmo tempo, mesmo em condições ideais de temperatura, umidade e luz.

O desenvolvimento das plantas invasoras é rápido, sendo capaz de atingir sua maturidade em pouco tempo.

Outro desafio importante é que as plantas daninhas podem ser hospedeiras ou até servir de alimento para pragas como percevejos e cigarrinhas. E essas, por sua vez, atacam a própria lavoura de soja.

Índice:

Principais plantas daninhas:

  1. Buva
  2. Capim Amargoso
  3. Apaga Fogo
  4. Caruru

Como é feito o controle?

Plantas daninhas resistentes ao glifosato

Principais plantas daninhas

Estima-se que existam um total de 200 espécies diferentes de daninhas no mundo. Porém, algumas plantas atuam de maneira mais agressiva em determinadas culturas, como as invasoras buva e o campim-amargoso. (Fonte: Embrapa)

Buva, a mais intrusa das plantas daninhas

Conyza bonariensis  ou Buva é nativa da América do Sul e possui entre cerca de 40 e 120 cm de altura. Suas folhas apresentam margens lisas. A Buva se propaga por sementes de fácil dispersão pelo vento, podendo ser levada até 1,5 km, e precisa de luz para germinar.

Existem duas principais espécies no Brasil. A Conyza bonariensis e Conyza canadensis. Elas são anuais, herbáceas, de caules densamente folhosos e afetam as culturas de soja, feijão, girassol, cana de açúcar, algodão, arroz e pastagens. A sua identificação é de vital importância para que seja feito o manejo.

Além disso, a buva possui grande capacidade de cruzar com outras plantas do gênero (hibridizar), por isso sua classificação correta depende do envio para um laboratório.

Capim-amargoso

O Capim-amargoso (Digitaria insularis), é uma planta que afeta, principalmente, o cultivo de grãos no Brasil. Mas é na soja que traz maior preocupação aos produtores. De difícil controle, estima-se que cause perda significativa de cerca de 21% na produção do grão.

O capim-amargoso (Digitaria insularis) é uma planta daninha de ciclo perene , podendo durar mais de dois anos. Se reproduz através de sementes, além de produzir estruturas de reserva subterrâneas. E isso, faz do capim-amargoso uma planta com grande capacidade de regenerar mesmo depois do corte mecânico ou ação de herbicidas.

Apaga-fogo (Alternanthera ficoidea)

Trata-se de uma planta daninha de importância crescente na agricultura, devido ao aumento recente de sua infestação. Atualmente, é mais frequente na região do Brasil-Central. Quando são feitas queimadas para renovação de pastagens, a massa úmida dessa planta daninha dificulta a progressão do fogo, advindo, assim, o nome apaga-fogo . Nativa do Brasil, a apaga fogo é uma Planta anual ou perene de 0,5 a 1,2 m de comprimento.

As sementes são lisas e brilhantes, de cor castanho-amarelada a castanho-avermelhada. Alastra-se por enraizamento dos nós em contato com o solo. Atacam principalmente as culturas de soja, cana de açúcar, milho, arroz, e algodão.

Caruru (Amaranthus viridis)

É uma daninha de grande importância, principalmente quando está presente em lavouras perenes (cafezais, pomares e canaviais), devido à condição de sombreamento e maior teor de matéria orgânica destes locais. Tem de 30 a 50 cms de comprimento, se desenvolve bem da primaveira ao outono. Suas sementes são lisas e brilhantes.

Como é feito o controle das plantas daninhas?

As perdas estimadas na produção, ocasionadas pelas plantas daninhas, podem em casos em que não é feito controle chegar a 20%.

Cada cultura tolera conviver com determinada população de plantas daninhas sem que um nível de dano econômico seja atingido. A partir desse nível, práticas de controle são necessárias.

Além do controle preventivo e cultural, pode ser necessário usar as formas de controle mecânico (físico) ou químico. A intensidade da concorrência depende:

– das espécies de plantas cultivadas e concorrentes;

– da população;

– do espaçamento;

– do nível dos de água, luz e nutrientes disponíveis.

Manejo químico das daninhas

O uso de herbicida é uma importante ferramenta de controle. Para um manejo mais eficiente, o agricultor deve primeiro observar o nível do dano e o receituário agronômico. É preciso utilizar os produtos de forma rotacionada com diferentes mecanismos de ação associados a outras práticas culturais que favoreçam o desenvolvimento e potencial produtivo das culturas.

Qualidade de aplicação

Para ter um controle mais efetivo é importante que o agricultor utilize equipamentos que permitam que o produto utilizado atinja o alvo desejado de forma assertiva. Certifique-se que as pontas dos pulverizadores estão em bom estado, respeite as dosagens e a taxa de aplicação adequada para cada estágio da cultura.

pulverizador no campo daninha

Condições climáticas

As plantas daninhas são influenciadas diretamente por fatores climáticos. Por exemplo, invernos mais úmidos e menos rigorosos são mais favoráveis para o aumento da população das plantas daninhas que devem ser controladas antes, durante e após a semeadura da soja.

Rotação de culturas 

A rotação de culturas contribui para que algumas plantas daninhas não se tornem resistentes a um determinado herbicida. O ponto chave do manejo de plantas daninhas em rotação de culturas é a semeadura direta sobre a palhada da cultura anterior. Isso porque o não revolvimento do solo faz com que as sementes de plantas daninhas não sejam expostas a superfície, permanecendo em profundidade, não permitindo que algumas espécies germinem.

Cobertura morta sobre o solo

O plantio direto é o uso de cobertura morta como palhada e ajuda a reduzir a germinação de plantas daninhas que necessitam de radiação solar direta para iniciar o seu desenvolvimento.

Mecanismos de concorrência

Um fator adicional à competição por água, luz e nutrientes é a alelopatia, que é a inibição química exercida por uma planta sobre a germinação e, ou, o desenvolvimento de outras.

Saiba mais: 5 formas de controle das plantas daninhas

Plantas daninhas resistentes ao glifosato

A principal causa do surgimento e dispersão de populações resistentes a herbicidas no Brasil é o uso repetido de herbicidas com mesmo mecanismo de ação para controlar plantas daninhas, em um mesmo ciclo da cultura e continuado durante anos, sem a adoção de práticas de manejo para prevenir a resistência.

Segundo o pesquisador da Embrapa Trigo, Leandro Vargas, em livro científico sobre resistência de plantas daninhas, para evitar o agravamento da seleção de espécies tolerantes e resistentes e para prolongar o tempo de utilização eficiente da tecnologia das culturas resistentes ao glifosato, é recomendado a adoção das seguintes práticas:


a) arrancar e destruir plantas suspeitas de resistência;
b) não usar consecutivamente herbicidas com o mesmo mecanismo de ação em uma área;
c) fazer rotação de herbicidas com diferentes mecanismos de
ação;
d) realizar aplicações sequenciais de herbicidas com diferentes
mecanismos de ação;
e) fazer rotação de culturas;
f) monitorar a população de plantas daninhas e o início do aparecimento da resistência;
g) evitar que plantas resistentes ou suspeitas produzam sementes;
h) usar práticas para esgotar o banco de sementes.

Ainda segundo o pesquisador, no futuro, as principais culturas (soja, milho, algodão) serão geneticamente modificadas para resistência a diferentes herbicidas, inclusive ao glifosato. Neste contexto, a
sucessão e rotação de culturas resistentes aos herbicidas será uma
realidade nas lavouras brasileiras. Existe a necessidade do convencimento do produtor de que o uso contínuo e repetido de culturas resistentes ao glifosato poderá, em poucos anos, inviabilizar o controle de
plantas daninhas com uso dessa molécula, devido ao grande número
de espécies resistentes.

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