Por Luiz Tângari – CEO Strider Com mais de mil fazendas monitoradas no Brasil, e mundo afora, acabamos tendo contato com uma variedade de estilos de gestão nas fazendas, o que nos permitiu desenvolver uma visão bastante abrangente. Uma das […]
Por Luiz Tângari – CEO Strider
Com mais de mil fazendas monitoradas no Brasil, e mundo afora, acabamos tendo contato com uma variedade de estilos de gestão nas fazendas, o que nos permitiu desenvolver uma visão bastante abrangente.
Uma das coisas que está se tornando cada vez mais comum é ver contratos de trabalho entre proprietários e gerentes onde há uma remuneração variável com base no lucro obtido na safra.
Vimos esse modelo crescendo em adoção por que é visto como uma forma extremamente eficaz de alinhar os interesses do dono da fazenda com a atenção do gerente, melhorando as chances de se ter uma safra vencedora.
Os opositores da ideia, apresentam algumas objeções que fazem sentido. A principal é que a agricultura é uma atividade exposta a uma diversidade de fatores exógenos (como o clima, ocorrência de pragas e preços de venda) que estão completamente fora do controle do gerente. Não faria sentido punir ou premiar os gerentes por fatores que estariam fora do controle deles.
De fato, o principal fator de produtividade de uma fazenda é chover certo (no tempo e na quantidade) e isto está fora do controle do gerente. Mas como cada um lida com os problemas também conta: reagir rápido a surtos de pragas, ajustar o plano de safra para compensar um imprevisto, colher e plantar com qualidade no tempo certo tem impacto real na produtividade.
Um gerente com os incentivos alinhados vai executar o plano de safra com mais qualidade
Uma solução para o futuro é usar ferramentas de benchmark. Seria como premiar o gerente por como sua fazenda performa em comparação com os vizinhos. Isso descontaria os fatores exógenos e permitiria premiar apenas a performance individual.
Neste caso, compararíamos não só a produtividade (sacas por hectare na soja, por exemplo) e custo total, mas outros fatores como a eficácia de plantio, colheita, pulverização, a escolha das variedades, e muito mais.
Ainda não temos volume de dados necessários para ter esse tipo de análise no Brasil. Mas, com adoção de agtech em larga escala, como estamos vendo, podemos mudar este cenário rapidamente.
Os próximos anos da agricultura reservam muitas novidades, essa promete ser uma delas.
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