A safra 25/26 de algodão foi marcada pela pressão de pragas e doenças do algodão em momentos diferentes do ciclo. As pragas registraram índice geral de presença de 7,85%, com picos no início do ciclo e entre janeiro e maio. […]
A safra 25/26 de algodão foi marcada pela pressão de pragas e doenças do algodão em momentos diferentes do ciclo. As pragas registraram índice geral de presença de 7,85%, com picos no início do ciclo e entre janeiro e maio. Já as doenças, com índice geral de 2,40%, ganharam força a partir de abril e chegaram ao máximo no início de agosto.
Os números são do CIA, o Centro de Inteligência Agronômica da Syngenta Digital, que consolidou os dados de monitoramento de campo da safra. Neste artigo, você confere quais problemas mais pressionaram as lavouras, como a pressão variou entre as regiões e o que mudou em relação às safras anteriores.
Resumo da safra 25/26:
Entre as pragas e doenças do algodão, a mosca-branca foi a praga dominante da safra, responsável por 44,9% das ocorrências registradas. Entre as regiões monitoradas, Goiás teve o maior índice de presença de pragas (13,2%), à frente de Bahia (8,8%) e Mato Grosso (7,5%).
| Praga | Participação nas ocorrências | Comportamento na safra |
|---|---|---|
| Mosca-branca | 44,9% | Pressão crescente, máxima no fim do ciclo |
| Pulgões | 14,8% | Forte no início, perdeu intensidade ao longo dos meses |
| Bicudo | 4,1% | Patamar baixo durante toda a safra |
A mosca-branca ganhou espaço mês a mês e chegou a 68% de presença em julho. Por isso, o monitoramento não pode afrouxar na reta final da safra, quando a praga costuma estar mais ativa. Entender o ciclo da mosca-branca e identificar as ninfas cedo ajuda a definir o momento certo de intervenção.
Para saber como agir, veja nosso guia sobre como combater a mosca-branca.
O pulgão se destacou nas primeiras semanas do ciclo, principalmente em Goiás (36,1%) e no MATOPIBA (24,6%). Depois, perdeu intensidade. Isso reforça a importância de um monitoramento intenso logo após a emergência das plantas.
O bicudo do algodoeiro ficou em 4,1% das ocorrências, abaixo dos picos registrados no fim do ciclo em anos anteriores. Mesmo assim, é uma praga de alto potencial de dano, e o controle depende de vigilância constante. Conheça 5 métodos de controle do bicudo do algodoeiro.
Quer revisar as características de cada inseto? Confira o artigo sobre as principais pragas do algodão.
Nas doenças do algodão, o índice geral de presença foi de 2,40%, e a ramulária foi o principal destaque, com 9,4%. A pressão foi menor ao longo do ciclo, mas o fim da safra trouxe picos de atenção.
A mancha de ramulária ganhou força a partir de abril, e a pressão das doenças atingiu o máximo no início de agosto. Isso mostra que a fase final do ciclo exige o mesmo cuidado que o início.
Na comparação com safras anteriores, a ramulária ficou mais controlada e não repetiu o pico histórico de junho. Ainda assim, é uma das principais doenças do algodão e precisa de acompanhamento contínuo, já que as condições para o fungo mudam de uma safra para outra.
A principal diferença da safra 25/26 foi a mosca-branca em patamar elevado e crescente, chegando a 68% em julho. Comparada às safras de 2023 a 2025, ela foi a única praga a superar o padrão histórico.
| Problema | Safra 25/26 em relação ao histórico |
|---|---|
| Mosca-branca | Acima: patamar elevado e crescente, 68% em julho |
| Pulgão | Abaixo após março, depois de pressão inicial |
| Bicudo | Mais controlado, sem o pico histórico do fim do ciclo |
| Ramulária | Mais controlada, sem o pico histórico de junho |
Comparar a safra atual com o histórico ajuda a antecipar quais pragas e doenças do algodão merecem mais atenção no próximo plantio e a planejar o manejo com antecedência.
Quer ver todos os números da safra? A análise completa do CIA traz os índices de presença de pragas e doenças mês a mês, por região, e a comparação detalhada com as safras anteriores. Baixe a análise completa da safra 25/26 de algodão.
Na safra 25/26, as equipes fizeram em média 19 visitas por talhão e voltaram a cada 8 dias. Acompanhar a lavoura de forma recorrente transforma presença em informação: é assim que se percebe como a pressão de pragas e doenças do algodão evolui ao longo da safra.
| Região | Visitas por talhão | Reentrada (dias) | Densidade amostral (ha/ponto) | Pontos por dia trabalhado |
|---|---|---|---|---|
| Brasil | 19 | 8 | 7,67 | 23,83 |
| Centro-Oeste | 18 | 8 | 7,78 | 24,61 |
| Norte/Nordeste | 41 | 7 | 17,31 | 22,46 |
O Norte/Nordeste teve o acompanhamento mais intensivo, com 41 visitas por talhão e reentrada a cada 7 dias. Em uma safra com mosca-branca crescente até julho e doenças em alta no fim do ciclo, manter essa cadência é o que permite agir antes do dano.
A safra 25/26 mostrou que pragas e doenças do algodão mudam de comportamento ao longo do ciclo e entre as regiões. O pulgão pede atenção no início, a mosca-branca cresce até o fim e a ramulária ganha força a partir de abril. Só o monitoramento frequente mostra esses movimentos a tempo de agir.
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Na safra 25/26, as pragas mais presentes foram mosca-branca (44,9% das ocorrências), pulgões (14,8%) e bicudo do algodoeiro (4,1%).
A ramulária foi a principal doença da safra 25/26, com 9,4% de presença. O índice geral de doenças foi de 2,40%.
Na safra 25/26, a ramulária ganhou força a partir de abril. A pressão de doenças chegou ao máximo no início de agosto.
Na safra 25/26, a mosca-branca cresceu ao longo de todo o ciclo e chegou a 68% de presença em julho, na reta final da safra.
Na média nacional da safra 25/26, as equipes visitaram cada talhão 19 vezes, com reentrada a cada 8 dias. No Norte/Nordeste, foram 41 visitas, com retorno a cada 7 dias.
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