Controle biológico: conheça o impacto no cafeeiro! - Syngenta Digital
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Controle anual de doenças intensificados pelos biológicos no cafeeiro

4 min de leitura

Texto escrito em parceria com o Grupo Controle Biológico em Doenças de Plantas da Universidade Federal de Lavras, pela aluna Carla Maria Cavalcanti Ribeiro, doutoranda em Fitopatologia/UFLA. A busca pela gestão da propriedade cafeeira considerando o manejo correto da lavoura, […]

por Ana Carolina Abreu
20 de junho de 2022
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grãos de café

Texto escrito em parceria com o Grupo Controle Biológico em Doenças de Plantas da Universidade Federal de Lavras, pela aluna Carla Maria Cavalcanti Ribeiro, doutoranda em Fitopatologia/UFLA.

A busca pela gestão da propriedade cafeeira considerando o manejo correto da lavoura, como: controle de plantas daninhas; pragas e doenças; correção equilibrada do solo e de acompanhamento nutricional (análise de folhas), exemplifica as tentativas de desenvolver uma cafeicultura sólida e resistente aos imprevistos de seca, geada e da economia.

Produção do café impactada pelo controle biológico

Sobre a produção, desperta-se a curiosidade e esforços para o cultivo fortalecido pelos atributos já existentes no solo e na planta do cafeeiro.

O incremento de microorganismos benéficos e a melhoria das condições ambientais visando a diversidade da microbiota do solo e do sistema têm auxiliado na ciclagem de nutrientes e isto proporciona melhorias e aumento da produtividade em lavouras.

Inundação de microorganismos do controle biológico

Atualmente, práticas como a inundação do solo com tais microorganismos têm proporcionado uma série de vantagens, como: promoção de crescimento das plantas; liberação de nutrientes adsorvidos no solo e até mesmo a supressão de pragas e doenças, com baixo ou nenhum impacto ao agricultor.

Controle biológico no cafeeiro na prática

Recentemente, pesquisas se intensificaram sobre a utilização de agentes de controle biológico a patógenos no cafeeiro.

Exemplo disto, os principais causadores de doenças radiculares na cultura, como: fungos dos gêneros Rhizoctonia; Rosellinia e Fusarium; nematoides Meloidogyne spp. e Pratylenchus spp. tem sido objeto de estudo por seu difícil manejo.

A infecção por estes patógenos ocorre inicialmente pelo sistema radicular e isto dificulta a utilização de produtos químicos e a adoção de medidas efetivas de controle.

Dentre os produtos biológicos registrados no ministério da agricultura e abastecimento (MAPA) para controle destas doenças, destacam-se espécies do gênero Bacillus e de Trichoderma. Estes contêm amplo espectro de atividades contra diferentes fitopatógenos, além de prolongarem a proteção de raízes, promoverem o crescimento de plantas e o aumento na disponibilidade de nutrientes no solo.

Placa com 75% fragmentos de raízes de café (Catuaí/IAC 144), colonizadas por Trichoderma spp. Imagem: Lívia E. S Oliveira
Placa com 75% fragmentos de raízes de café (Catuaí/IAC 144), colonizadas por Trichoderma spp.
Imagem: Lívia E. S Oliveira
Placa com 80% fragmentos de raízes de café (Catuaí/IAC 144), colonizadas por Bacillus spp. Imagem: Lívia E. S Oliveira
Placa com 80% fragmentos de raízes de café (Catuaí/IAC 144), colonizadas por Bacillus spp. Imagem: Lívia E. S Oliveira

Referências de estudos sobre lavouras cafeeiras, sugerem que solos supressivos resultam em maiores produtividades de grãos de café. E isto contribui com a afirmação do papel importante do controle biológico na proteção de raízes em várias culturas.

No entanto, tudo isto só se tornará viável e o cafeicultor poderá ter bons resultados quando se considerar a conservação do solo, produção de matéria orgânica e boas práticas agrícolas. O equilíbrio ambiental, econômico e social se tornaram o ponto chave para a sustentabilidade do negócio.

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