A redução do consumo de carne é uma tendência mundial. A preocupação com a saúde, com o direito dos animais e a necessidade de preservação dos recursos naturais estão entre os fatores que levaram ao aumento de pessoas veganas, vegetarianas […]
A redução do consumo de carne é uma tendência mundial. A preocupação com a saúde, com o direito dos animais e a necessidade de preservação dos recursos naturais estão entre os fatores que levaram ao aumento de pessoas veganas, vegetarianas ou que reduziram o consumo da carne no dia a dia. E na busca por uma alimentação completa, rica em nutrientes – mesmo sem a proteína animal – o grão-de-bico está se destacando cada vez mais nas prateleiras.
Originalmente presente nas culturas asiáticas e árabes, a leguminosa é a segunda mais consumida no mundo e é uma aposta do agronegócio. “Existe uma cultura de migração para o maior consumo de alguns vegetais, o que contribui para o aumento da demanda deste tipo de produto. Estima-se que a demanda mundial (do grão-de-bico) cresça 10% nos próximos anos, e já estamos nos preparando para cobri-la”, conta Juan Corral, Engenheiro Agrônomo da Syngenta no México.
Em terras mexicanas o grão se adaptou muito bem. Clima e solo foram favoráveis para a exportação tornar-se significativa. “95% dos grãos produzido no México são destinados para exportação, principalmente para os mercados da Àsia e Europa”, afirma Corral. Mas não são apenas esses países os grandes clientes mexicanos. No Brasil, a produção nacional não atende toda demanda da cadeia. Por isso, ainda importamos 8 mil toneladas anualmente do México e da Argentina.
Com o aumento da procura, a cultura tornou-se uma alternativa muito importante para algumas zonas produtivas do México, apresentando-se como uma opção extra de renda para os agricultores. De acordo com Juan Corral, para suprir a entrega mundial, os produtores mexicanos estão investindo mais em pesquisas sobre novas variedades, sistemas de irrigação e controle de pragas e doenças. “Por isso estamos utilizando cada vez mais da tecnologia, para aumentarmos a produtividade na superfície onde já plantamos”, completa.
O produtor que opta pelo cultivo do grão-de-bico encontra poucas barreiras no plantio. A cultura exige pouca água, se adapta bem quando encontra períodos de chuva no início da plantação e resiste à seca na hora da colheita. É uma cultivar de fácil manejo, tornando seu plantio barato para o produtor. Em contrapartida, seu valor comercial pode chegar ao dobro de outras leguminosas, como o feijão, por exemplo.
De olho nesse potencial, pesquisas agrícolas estão avaliando cultivares de grão-de-bico que melhor se adaptam às condições ambientais brasileiras. No início de 2017 a empresa indiana United Phosphorus Limited (UPL) juntou-se com a Embrapa Hortaliças para instalação de experimentos com quatro cultivares em seis estados: Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. De acordo com a Embrapa, em 2018 espera-se que o Brasil produza de 4 a 6 mil toneladas de grão-de-bico, o dobro produzido no último ano.
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