Monitoramento de pragas: Helicoverpa armigera - Syngenta Digital
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Monitoramento de pragas: Helicoverpa armigera

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*por Bruno Cunha, engenheiro agrônomo e consultor da Strider* O sucesso na produção agrícola envolve diversas atividades durante a safra. Desde o planejamento de plantio à colheita, os produtores rurais buscam por estratégias eficientes que sejam economicamente viáveis, ambientalmente sustentáveis […]

por Syngenta Digital
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helicoverpa armigera

*por Bruno Cunha, engenheiro agrônomo e consultor da Strider*

O sucesso na produção agrícola envolve diversas atividades durante a safra. Desde o planejamento de plantio à colheita, os produtores rurais buscam por estratégias eficientes que sejam economicamente viáveis, ambientalmente sustentáveis e socialmente justas. Entre essas atividades, o monitoramento de pragas está presente em todo o ciclo produtivo e, desde 2013, com os primeiros registros de presença da praga no Brasil, a Helicoverpa armigera se tornou uma grande preocupação no sistema de produção.

Conhecida como lagarta-do-velho-mundo, devido a sua existência no sul da Europa, China e Índia, o Brasil é o primeiro país da América a registrar a sua ocorrência. A presença da praga se tornou importante pois se alimenta das mais diversas substâncias e pode causar danos a diferentes culturas de importância econômica como soja, feijão, algodão, milho, sorgo, tomate, plantas ornamentais e frutíferas. 

As lagartas de Helicoverpa armigera se alimentam principalmente de brotos, inflorescências, espigas, frutos e vagens, mas também podem consumir folhas e hastes, causando danos tanto na fase reprodutiva quanto vegetativa das lavouras. Seu reconhecimento é facilitado somente a partir do quarto ínstar, pois apresentam, no primeiro segmento abdominal, o formato de “sela” e, na fase adulta, possuem alta capacidade reprodutiva com características de oviposição na superfície adaxial das folhas e superfícies pubescentes. 

Monitoramento da Helicoverpa armigera

A eficiência no controle dessa praga passa pelo monitoramento das lavouras e plantas daninhas antes e após o plantio. A instalação de armadilhas antes da semeadura e a amostragem da praga por meio da utilização dos panos de batida na fase inicial da planta e também em estádios fenológicos mais avançados são algumas práticas que as fazendas adotam para acompanhar o desenvolvimento das lagartas. Isso contribui para a adoção das práticas de manejo nos momentos em que se atinge o nível de controle. 

As armadilhas comumente utilizadas são de feromônios, que se mostram bastante eficazes para o monitoramento de adultos machos, além das armadilhas luminosas, que capturam machos e fêmeas e que auxiliam o produtor a determinar se existe a presença em sua área e qual o nível de infestação.

helicoverpa armigera
Créditos: Sebastião José de Araújo / Embrapa

Após a cultura instalada, precisa-se monitorar a presença de lagartas nas plantas já em fase inicial de cultivo, estendendo-se também durante os estádios reprodutivos. Na soja, em fase vegetativa, avalia-se principalmente os primeiros trifólios onde as lagartas costumam se alojar, o que dificulta sua localização. Já no milho, por exemplo, os ovos podem ser depositados nos cabelos da espiga e, após eclodirem, se alojam no seu interior.

Tecnologia digital no manejo

A tecnologia digital também contribui para o correto manejo da lagarta-do-velho-mundo. Por ser uma praga do sistema de produção, entende-se que o produtor rural terá que lidar com a sua presença em safras recorrentes. Dessa forma, o histórico do manejo em safras anteriores contribui para prever a entrada e o comportamento da praga na área, sendo assim, possibilita optar-se por práticas assertivas de prevenção e controle deste e outros insetos durante o período produtivo.

Além disso, com pontos georreferenciados de monitoramento e mapas de calor que ilustram a intensidade de infestação, é possível limitar as áreas que estão em nível de controle e dano. O que contribui para que o produtor rural direcione esforços para áreas específicas onde o controle é necessário e proporcione uma diminuição no número de aplicações e redução da quantidade de produto utilizado, resultando em menos impacto ambiental e em economia  para as fazendas. 

Em se tratando de controle químico, após as aplicações, é possível avaliar a eficácia de controle, ao comparar o nível de infestação antes e depois da pulverização, com gráficos intuitivos que mostram o histórico de infestação da praga: período entre o monitoramento, tomada de decisão, aplicação e monitoramento em sequência, possibilitando assim que as fazendas identifiquem o momento exato para adotar medidas de controle futuramente.

Dessa forma, a agricultura digital atua como aliada dos produtores rurais auxiliando em todas as etapas do processo produtivo, desde o planejamento de safra, avaliação das operações possibilitando maior assertividade no manejo e consequente mitigação dos impactos ambientais, além da redução nos custos de produção, o que contribui para que a atividade seja viável a longo prazo.

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*A Strider agora é Syngenta Digital. A agtech mineira foi adquirida pela Syngenta em 2018, e a fusão foi concluída dois anos depois. A Syngenta Digital é parceira de milhares de produtores agrícolas pelo mundo por meio de tecnologias de gestão e tomada de decisão.


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