Mosca-branca: quem é e como combater - Syngenta Digital
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Mosca-branca: quem é e como combater

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*por Fabiano Herculano, agrônomo e Especialista em Transformação Digital  A produção agrícola, nos últimos anos, vem passando por grandes transformações e desafios: condições climáticas adversas, aumento na demanda de alimentos e necessidade de produzir mais em cada hectare de terra de maneira […]

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mosca-branca

*por Fabiano Herculano, agrônomo e Especialista em Transformação Digital 

A produção agrícola, nos últimos anos, vem passando por grandes transformações e desafios: condições climáticas adversas, aumento na demanda de alimentos e necessidade de produzir mais em cada hectare de terra de maneira eficiente e sustentável.  Mas, infelizmente, algumas pragas como a mosca-branca podem se tornar um grande desafio.

Quando tratamos de manejo sustentável, um grande aliado é o conceito científico MIP (o Manejo Integrado de Pragas), instituído na década de 1960 visando à otimização do controle de pragas, sejam elas insetos, doenças, plantas daninhas ou ácaros.  

Descubra como fazer um manejo eficiente da mosca-branca!  

QUEM É A MOSCA BRANCA? 

Os insetos de nome comum mosca-branca são sugadores de seiva e têm como principal gênero a espécie Bemisia, que pertence à ordem Hemiptera, da família Aleyrodidae. Já foram catalogadas mais de 1.200 espécies e cerca de 160 gêneros, sendo o Bemisia tabaci o mais importante, pois é disperso em diferentes regiões pelo mundo.  

Ovos de mosca branca na folha verde

O B. tabaci tem grande destaque na agricultura mundial, pois infestações ocorrem cada vez mais em diversas culturas de potencial econômico, como soja, algodão, feijão, frutíferas e oleícolas.  

No Brasil, a mosca-branca teve os primeiros registros em 1923, porém passou a ser relatada como problema na cultura do algodoeiro apenas 50 anos depois. Em meados dos anos 1990, ocorrências foram registradas em variadas regiões do país, causando grandes prejuízos a muitas culturas e recebendo destaque como praga principal.   

Mundialmente, são relatados cerca de 40 biótipos de B. tabaci, tendo com maior ocorrência e agressividade os biótipos B e Q. Aqui no país, o biótipo B é de maior predominância. Ele possui taxa de reprodução 30% superior aos outros biótipos, alimentação e produção do honeydew (substância açucarada) em maior agressividade e, consequentemente, aumento na presença de fumagina.   

O monitoramento desta praga é de suma relevância, por se tratar de um inseto picador-sugador polífago. Climas quentes e secos favorecem sua dispersão e seu desenvolvimento na lavoura.   

RECONHECIMENTO E DANOS DA MOSCA BRANCA  

No ciclo biológico da mosca-branca, primeiro, tem-se a fase de ovo, o primeiro ínstar na ninfa, quando ela se locomove, brevemente, em busca do melhor lugar para se fixar na planta. Em seguida, as nínfas se matém imóveis por três instares, até se tornarem adultos (machos e fêmeas). Nesse estágio têm o dorso amarelo-pálido e dois pares de assas brancas. A capacidade de postura das fêmeas, durante seu ciclo de vida, vai de 100 a 300 ovos. Eles são colocados na face inferior das folhas jovens e duram de 5 a 7 dias, até a eclosão das ninfas.  

A mosca branca causa danos diretos e indiretos à cultura!  

Como os insetos são capazes de sugar a seiva da planta, eles atrapalham diretamente seu desenvolvimento vegetativo e reprodutivo. Consequentemente, reduzem a produtividade das lavouras. Em cada cultura seu impacto pode ser diferente, no caso do algodão, por exemplo, as folhas caem de forma precoce e as fibras ficam manchadas pela secreção do inseto.   

De forma indireta, as moscas-brancas excretam substâncias açucaradas que cobrem as folhas, essa substância serve como substrato para fungos, formando a fumagina. Essa formação afeta o processo de fotossíntese da planta, reduzindo a produção e qualidade dos frutos. 

Mas o dano indireto mais importante acontece quando a mosca-branca atua como vetor de vírus. 

Pessoa colocando a mão na planta para mostrar a fumagina de uma mosca branca
Imagem Fumagina

MANEJO DA MOSCA BRANCA 

De modo geral, o monitoramento da mosca-branca consiste em avaliar a média de infestação por planta, fazendo contagem dos indivíduos presentes nos folíolos, que em sua maioria estão presentes no terço médio da planta. O caminhamento deve ocorrer semanalmente e em forma de ziguezague, distribuído em diversos pontos.     

O método amostral para a mosca-branca se diferencia entre as culturas, havendo a necessidade de melhor entendimento do comportamento da praga na lavoura e a presença de fumagina e de viroses recorrente dos ataques.   

Portanto, temos métodos de controle eficientes para a praga em questão, desde controle químico até biológico e cultural, e sua efetividade está associada à adoção do manejo integrado de pragas. 

Segundo publicação científica feita pela Empraba, o Manejo Integrado é a aplicação racional e integrada de diversas práticas de controle (cultural, químico e biológico), partindo de pressupostos econômicos, toxicológicos, ambientais e sociais. 

CONTROLE CULTURAL 

O controle cultural é implementado de forma preventiva, para reduzir a infestação de pragas e doenças. No momento inicial, um calendário de plantio deve ser estabelecido e, na etapa do plantio, só utilizar mudas sadias e vigorosas. E sempre eliminar as plantas daninhas hospedeiras.   

Além disso, o uso de barreiras vivas também pode ser utilizado como medida preventiva, elas podem impedir ou retardar a entrada de adultos da praga na lavoura. É importante que as barreiras sejam perpendiculares em relação à direção predominante do vento e rodeiem a lavoura.  

CONTROLE QUÍMICO 

O controle químico é a medida com resposta imediata na eliminação ou redução populacional da mosca-branca. Mas é sempre importante que o produtor tome cuidado durante esse processo para que a eficiência dos produtos utilizados, a viabilidade econômica e a minimização do impacto sobre o meio ambiente caminhem juntos.  

Trator pulverizador extraindo praga do cultivo

Segundo publicação científica da Embrapa, quando pensamos no manejo químico da mosca-branca alguns detalhes ganham destaque!  

  1. A escolha do equipamento e o tipo de bico para aplicação ou pulverização dos produtos 
  1. A seleção dos produtos químicos  
  1. O conhecimento do tipo de aplicação, via solo ou foliar, e os cuidados na distribuição do produto sobre a planta, levando em consideração o hábito do inseto 
  1. A aplicação do produto na dose recomendada, considerando o nível de ação ou de controle 
  1. À verificação do pH da água de pulverização 
  1. A avaliação das condições climáticas, se favoráveis ou desfavoráveis 
  1. A atenção ao horário de visitas dos insetos polinizadores 
  1. O monitoramento periódico da resistência da praga aos produtos aplicados e a utilização os equipamentos de proteção individual durante o manuseio e aplicação dos defensivos agrícolas. 

CONTROLE BIOLÓGICO 

O controle biológico utiliza inimigos naturais, sejam eles predadores, parasitóides ou entomopatógenos, com o intuito de eliminar a população de insetos pragas. Ele pode ocorrer em duas modalidades: controle biológico natural e controle biológico aplicado.  

Controle biológico natural 

Significa que teremos à ação dos inimigos naturais sobre as pragas, sem a intervenção do homem. 

Controle biológico aplicado 

  • Proteção dos inimigos naturais (fornecimento de alimento, área de refúgio e uso de inseticidas seletivos, por exemplo);  
  • Aumento artificial dos inimigos naturais 
  • Introdução de novos inimigos naturais.  

MONITORAMENTO DIGITAL DA MOSCA-BRANCA 

Com a chegada da tecnologia no campo, para dar agilidade no processo amostral de pragas, temos o MIP digital como um grande aliado no manejo e controle da mosca-branca e demais pragas e doenças, pois nos permite georreferenciar os pontos amostrados, dando foco maior no controle.  

homem realizando o monitoramento digital da lavoura

Vamos a alguns benefícios do monitoramento digital:  

  • Comportamento da praga: ao longo da safra, com os pontos georreferenciados, analisamos a migração da praga na lavoura, pontos de entradas e área de maior infestação;  
  • Armadilhamento: quando entendemos o comportamento da praga na lavoura, por meio da tecnologia, conseguimos posicionar as armadilhas em pontos estratégicos para melhor quantificação e índice de controle;  
  • Aplicação: depois de quantificada e mapeada a pressão da praga na lavoura, temos a agilidade na decisão, qual produto e dose aplicar e o melhor momento para realizar a operação;  
  • Histórico das informações: com o registro das informações na pós-safra, temos a vantagem de analisar a pressão em cada ocorrência anterior e quais insumos – desde semente a defensivos – foram utilizados para um melhor manejo da praga.  

De modo geral, a tecnologia se torna uma importante opção ao produtor para gerenciar os dados ao longo de cada safra, otimizando o tempo de análise e o planejamento nas escolhas de materiais e insumos a serem usados na próxima safra.  

Saiba aqui como fazer o monitoramento digital com o Cropwise Protector. 

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