Adubação Orgânica: Considerações técnicas e econômicas
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Adubação Orgânica: Considerações técnicas e econômicas

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A adubação orgânica é uma alternativa para aumentar a fertilidade do solo e mantê-lo em boas condições. Ela oferece melhorias biológicas, químicas e físicas. Saiba mais no texto abaixo, escrito pela nossa Especialista em Transformação Digital, Michele Franco. Os desafios […]

por Luisa Torres
02 de julho de 2021
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Adubação Orgânica: Considerações técnicas e econômicas
adubação orgânica

A adubação orgânica é uma alternativa para aumentar a fertilidade do solo e mantê-lo em boas condições. Ela oferece melhorias biológicas, químicas e físicas. Saiba mais no texto abaixo, escrito pela nossa Especialista em Transformação Digital, Michele Franco.

Lavoura crescendo na terra via adubação orgânica
A adubação orgânica é uma boa alternativa para o solo.

Os desafios quanto à produção de alimentos para o mundo são, cada dia mais, destacados como entraves econômicos da vida moderna. Escassez de terra agricultável e insumos que sustentem o aumento exponencial da produção são alguns dos obstáculos que encontramos no campo que influenciam na demanda por alimento. A adoção de novas tecnologias bem como práticas de manejo alternativas são pontos que visam a diminuição de custos das lavouras e maior aproveitamento dos insumos.

Benefícios da matéria orgânica no Solo

Ao se pensar na fertilidade do solo e máxima eficiência produtiva deve-se observar todos os fatores no planejamento da Safra. É preciso definir o que produzir, quando (época), com quais insumos, em qual solo, a que custo e, para qual mercado.

Um dos fatores que interferem na fertilidade é a perda da matéria orgânica do solo (MOS) que pode ocorrer pelo manejo inadequado, como adoção de plantio conservacionista em substituição ao plantio direto.

A matéria orgânica é um indicador de qualidade do solo: melhora a estrutura física dele, evitando erosões. Sem contar que ela melhora o teor de umidade, fornece nutrientes como nitrogênio, fósforo e enxofre, aumenta a CTC do solo através da retenção de cálcio, magnésio e potássio e, atua na retenção de carbono da atmosfera que será usado quando das atividades metabólicas dos microrganismos (NOVAIS et al, 2007).

É importante destacar também que a matéria orgânica permite a manutenção da vida da micro e mesofauna do solo, o que está diretamente vinculado à fertilidade deste.

Isso porque os seres vivos contidos no solo são a ele integrados, participando ativamente das reações que o modifica, que o constitui. Fatores como mobilização de nutrientes, estrutura física do solo bem como fixação de nitrogênio ilustram essa importância, vinculando estes microrganismos às características pedológicas do solo em que estão inseridos (PRIMAVESI, 2002).

Fairhust (2014) afirma a importância da matéria orgânica quanto à melhoria das propriedades químicas e físicas do solo. Uma vez que promove o aumento da agregação do solo, permitindo ainda a fixação de elementos tóxicos, os quais poderiam resultar em impactos ambientais.

Insumos agrícolas

Callado (2011) afirma a importância dos insumos agrícolas como parte considerável dos custos da cadeia do agronegócio, em especial quanto aos adubos e fertilizantes.

De acordo com Abboud (2013), o uso de fertilizantes onera o custo de produção das lavouras, devido à grande dependência do setor de matéria prima externa. O autor aponta ainda, as dificuldades de expansão do mercado em função dos custos relacionados à exploração de novas jazidas, as quais são de baixa pureza o que resulta em fertilizantes menos concentrados sendo, portanto, uma estratégia pouco viável.

Abboud (2013) ao abordar a questão do alto custo de fertilizantes no Brasil levanta o uso de alternativas como a Fixação Biológica do Nitrogênio (FBN) como um exemplo de sucesso alcançado pela agricultura brasileira, tendo em vista que tal prática reduziu a dependência de nitrogênio industrializado, inferindo positivamente na balança comercial.

Do mesmo modo, deve-se tratar a problemática dos altos custos da adubação química, apostando na adubação orgânica como forma de diminuir os custos de produção das lavouras brasileiras.

Adubação orgânica: uma boa alternativa para o solo

O uso de rejeitos agroindustriais como fonte de fertilizantes orgânicos é eficaz, já que a aplicação destes traz diversos benefícios além do fornecimento de nutrientes. Para ilustrar a possibilidade de uso, é possível citar os seguintes: dejetos suínos, cama de frango, resíduo bovino de confinamento, torta de cana e vinhaça oriundas das usinas sucroalcooleiras, dentre outros. 

A sugestão da utilização destes substratos na agricultura é uma prática que merece atenção não apenas por se apresentar como uma alternativa economicamente viável, mas também como uma técnica para melhorar a fertilidade do solo.

Observando que, os gastos relacionados à aplicação de rejeitos são, principalmente, de ordem logística restringindo-se ao operacional. Nesse sentido, apostar na utilização destes substratos pode trazer benefícios para o bolso do produtor rural, tanto por reduzir custo quanto ao insumo necessário à produção quanto em relação ao ganho de produtividade por área.

Vale ressaltar que, a aplicação de resíduos no solo deve observar a capacidade poluente destes, avaliando a necessidade de aplicação de medidas mitigatórias e compensatórias das alterações induzidas no meio. Grande parte dos rejeitos podem ser aplicados sem que haja tratamento prévio, em contrapartida, uma parcela deles deve ser submetida a procedimento de beneficiamento para que possa ser caracterizado como fertilizante orgânico (TEDESCO et al., 2008).

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