O desafio do combate dos percevejos
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O desafio do combate dos percevejos

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Foto Cecília Czepak O aumento de percevejos fitófagos no sistema de produção, que envolve a soja como a principal cultura na região do Cerrado, tem levado os técnicos a analisar melhor todos os aspectos de manejo desta importante praga, que […]

por Syngenta Digital
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O desafio do combate dos percevejos

Foto Cecília Czepak

O aumento de percevejos fitófagos no sistema de produção, que envolve a soja como a principal cultura na região do Cerrado, tem levado os técnicos a analisar melhor todos os aspectos de manejo desta importante praga, que gera grandes prejuízos e tem aumentado os custos de produção.

Na cultura da soja, dentre as espécies, o percevejo-marrom, Euschistus heros (Heteroptera: Pentatomidae), apresenta ampla distribuição nas lavouras da região do Cerrado. Outras espécies de percevejos estão associadas ao agroecossistema como o percevejo barriga-verde (Dichelops spp.), o percevejo edessa (Edessa meditabunda) e o percevejo verde-pequeno (Piezodorus guildinii), apresentando altas infestações em alguns casos. Já algumas espécies têm perdido importância nos últimos anos, como, por exemplo, o percevejo-verde (Nezara viridula).

A soja é a principal cultura, por apresentar a maior área, mas seu papel fundamental na incidência de algumas espécies se explica por ser a primeira cultura no campo e consequentemente a que dá início à colonização de uma nova geração de indivíduos. Os diferentes hospedeiros, como plantas daninhas tigueras da cultura anterior e plantas cultivadas que fazem parte no sistema de rotação/sucessão de culturas na região do Cerrado, têm papel importante no manejo desta praga.

Biologia

Dentre os percevejos, o marrom, E.heros, é uma espécie nativa da Região Neotropical (América Tropical), adaptado ao clima quente, consequentemente mais abundante na região do Cerrado, que apresenta inverno ameno.

O adulto apresenta coloração marrom-escura, com dois prolongamentos laterais do pronoto, em forma de espinhos. A longevidade média dos adultos pode ser de 116 dias. Os ovos são depositados em pequenas massas de cor amarela, normalmente, com cinco a oito ovos por massa, apresentando mancha rósea, próximo à eclosão das ninfas.

Os ovos são colocados, principalmente, nas folhas ou vagens da soja. As ninfas recém-eclodidas apresentam a coloração marrom ou cinza, passando à coloração amarelada, com o desenvolvimento, com bordos serreados. As ninfas recém-eclodidas medem 1mm, passando para os próximos instares quando atingem 5mm a 10mm.

E. heros durante a safra da soja apresenta normalmente três gerações, podendo se alimentar de outras culturas (coberturas como nabo-forrageiro, pastagens, crotalária, girassol, entre outras) e também de espécies de plantas daninhas como amendoim-bravo, nabiça, entre outros. Após a colheita da soja, alimentando-se destas plantas hospedeiras, os percevejos podem completar a quarta geração e entrar em dormência (diapausa) na palhada da cultura anterior, onde se protegem da ação dos parasitoides e predadores.

A infestação se inicia normalmente com pontos de maior concentração nos talhões, podendo levar a erros no levantamento. Algumas áreas com refúgios próximos podem levar entrada (migração) nos talhões e consequentemente o início da infestação.

Danos

Na cultura da soja estes percevejos succionam a seiva nos ramos, hastes e vagens. Ao sugarem ramos ou hastes, os percevejos podem injetar toxinas que provocam a “retenção foliar”, ou seja, as folhas não caem normalmente e dificultam a colheita mecânica.

Desse modo, são responsáveis por redução no rendimento e qualidade da semente, em consequência das picadas. Os grãos atacados ficam menores, enrugados, chochos e tornam-se mais escuros.

Manejo

O Manejo Integrado de Pragas (MIP) envolve várias práticas, sendo a amostragem um dos alicerces do programa. No levantamento o técnico deve identificar corretamente as espécies e anotar também o número de ninfas, que a partir do 2º instar já podem, em alguns, casos causar prejuízos. Nesta situação somente com o emprego de pano de batida o técnico/produtor conseguirá realizar a correta identificação e o “real” nível de infestação. Esta prática, apesar de antiga, é a de maior assertividade do manejo, sendo recomendado se realizar o máximo possível, porém, com praticabilidade em virtude de tamanho de áreas etc. O treinamento da equipe de amostradores deve ser uma prática adotada ano a ano para o aperfeiçoamento e a reciclagem do conhecimento.

Com o advento das plantas geneticamente modificadas, o produtor não pode descuidar do monitoramento. Com a soja Bt Intacta RR Pró, algumas áreas podem precisar de alguma estratégia a mais no manejo dos percevejos-praga. Isto se dá em virtude da retirada de alguns inseticidas aplicados para lagartas que contribuíam em parte para o controle de percevejos. Desta forma, o manejo sem a equipe no campo pode derrubar um dos alicerces do MIP que é a amostragem (monitoramento).

Há, ainda, o problema de resistência, no caso do percevejo-marrom, observado com inseticidas organofosforados e recentemente com as misturas prontas (neonicotinoides + piretroides). Fato relacionado ao uso continuado do mesmo modo de ação pelos produtores, durante estes anos.

Fonte: Grupo Cultivar – Leia a matéria completa aqui

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