Leis Gerais da Adubação: importância e mais
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Você conhece as 3 leis gerais da adubação?

4 min de leitura

O crescimento das plantas depende, entre outros fatores, da quantidade de nutrientes adicionados ao solo. Assim, foram criadas as leis gerais da adubação. Quando o solo é analisado quimicamente, inúmeros elementos podem ser encontrados nessa amostra. Em suma, qualquer elemento […]

por Syngenta Digital
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Leis Gerais da Adubação: importância e mais
Plantas nascendo na terra

O crescimento das plantas depende, entre outros fatores, da quantidade de nutrientes adicionados ao solo. Assim, foram criadas as leis gerais da adubação.

Quando o solo é analisado quimicamente, inúmeros elementos podem ser encontrados nessa amostra. Em suma, qualquer elemento que se encontre disponível pode ser absorvido pelo solo.

Entretanto, a presença de um elemento químico não significa que ele seja fundamental para a nutrição da planta. Por essa razão, foi necessário separar os elementos essenciais para o crescimento e desenvolvimento das plantas, daqueles que não são essenciais, mas são benéficos.

Índice

A importância da adubação

O crescimento de uma planta está atrelado diretamente à quantidade de nutrientes oferecidos a ela e que permitem o seu desenvolvimento. Logo, a adubação do solo quando aplicada da maneira correta é fundamental para o sucesso da atividade agrícola.

Cada espécie apresenta as suas necessidades nutricionais e há várias maneiras de oferecer a adubação adequada, seja ela de base ou de cobertura. Ela tem o objetivo de manter ou mesmo aumentar a disponibilidade de nutrientes no solo, mas também melhorar a matéria orgânica ali presente.

É o que acontece, por exemplo, no calcário no solo, que visa a adição de determinados nutrientes à área para neutralizar a sua acidez.

De maneira geral, os princípios da adubação estão embasados em três leis fundamentais chamadas: lei do mínimo, lei dos incrementos decrescentes e lei do máximo!

As leis gerais da adubação

As leis da adubação explicam como o processo impacta na produção das lavouras. O conhecimento delas é fundamental, por exemplo, visando a redução no uso de fertilizantes.

Conheça as especificidades pregadas em cada uma delas!

Lei do mínimo

A lei do mínimo, ou lei de Liebig, foi enunciada em 1843 e entende que a produção de uma cultura é limitada pelo nutriente que está em menor disponibilidade no solo, ainda que todos os outros elementos estejam disponíveis e na quantidade adequada.

A sua aplicabilidade é considerada complexa, porque em condições normais do campo, em muitas ocasiões vários nutrientes ou fatores impõem uma limitação na produção.

Uma interpretação quantitativa dessa lei mostra um crescimento linear com a aplicação de um determinado nutriente. No entanto, tem um ponto em que é atingido o chamado “plateau”, ou seja, os valores se mantêm os mesmos. Isso pode ser uma consequência de um outro nutriente que passa a ser limitante ao crescimento.

Por exemplo, uma adubação em N e K não traria aumento na colheita se o elemento mais limitante do solo fosse o P. Logo, apenas depois da aplicação do P é que as possibilidades de resposta ao N ou K aumentariam.

Lei de Mitscherlich ou dos incrementos decrescentes

O alemão E. A. Mitscherlich em meados de 1909 tomou como base uma série de ensaios e a partir deles desenvolveu uma equação ligando o crescimento das plantas com o suprimento de nutrientes. Ele foi responsável por criar a lei dos incrementos decrescentes.

Mitscherlich observou que o aumento progressivo na dosagem do nutriente em déficit no solo provocava um aumento rápido na produtividade no início. No entanto, esses aumentos eram cada vez menores com o tempo até atingir um plateau.

A partir do momento em que não é aplicado o nutriente (D0) obtém-se uma produção irrisória. Quando a dose de aplicação é aumentada, a produção paralelamente cresce de maneira linear até atingir a dose D1.

Desse ponto em diante, as respostas à adição de um nutriente são cada vez menores, até o ponto em que a produção não tem mais aumento, mesmo quando há a aplicação de uma dose grande de determinado nutriente. A partir da chamada dose D2, a quantidade é tão elevada que surte um efeito negativo e reduz a produtividade.

Em resumo, a dose D1 é a que tem maior eficácia econômica. Doses muito maiores tendem a trazer prejuízos. A dose intermediária, que está entre D1 e D2, leva a uma elevada produtividade, em contrapartida, os gastos são muito superiores ao necessário.

Lei do máximo

Na lei do máximo é observado que o aumento ainda maior de doses de um nutrientes faz com que os rendimentos da produção comecem a cair. Nesse caso, o excesso limita ou mesmo prejudica a produção.

Foi com base nisso que André Voisin enunciou a lei do máximo. Os excessos de um nutriente reduzem não só a eficácia de outros, mas também atrapalha o rendimento das colheitas. Isso não foi previsto, por exemplo, pela lei de Mitscherlich, sendo considerada a região C.

Em outras palavras, a dose de um nutriente específico pode estar tão alta, que leva a toxidez dele ou inibe a ação de outros nutrientes, prejudicando a produtividade da cultura. Isso é bastante conhecido quando há aplicação de fertilizantes sem prévio conhecimento da real necessidade dele em determinada área de plantio.

Extra: Lei da restituição

A lei da restituição é baseada na necessidade de restituir ao solo os nutrientes que foram absorvidos pelas plantas e exportados por meio das colheitas. Isso significa que eles não foram reciclados.

Tal lei considera o chamado esgotamento do solo, processo pelo qual o solo vai perdendo seus nutrientes devido à falta de um manejo adequado, como um dos principais responsáveis pela redução na produtividade. Lembrando que a degradação pode acontecer não só por fatores naturais, mas também pela ação humana.

No entanto, dentro da sua concepção é fato que essa lei apresenta uma série de limitações na sua aplicação, visto que muitos solos são naturalmente pobres em um ou mais nutrientes.

Com isso, o primeiro objetivo seria justamente corrigir os déficits e excessos. Há também o fato de que os solos são submetidos à perda de nutrientes por lixiviação ou erosão, que muitas vezes são intensificadas pela adição de alguns corretivos e adubos, como o gesso.

Conhecer as leis gerais da adubação deve servir como base para o seu planejamento. No entanto, não se limite a elas, é fundamental entender também a realidade da sua lavoura, porque muitas vezes ela exigirá a união de diferentes ações, que estarão fora desse escopo.

E então, esse conteúdo foi útil para você? Agora que você já conhece quais as principais leis da adubação, confira um artigo sobre o plantio direto e os seus benefícios!

 

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